Impactos de políticas comerciais e agrícolas sobre a agropecuária e a agroindústria brasileiras *

Angelo Costa Gurgel**, EESP-FGV, angelo.gurgel@fgv.br

Grupo de Pesquisa 5: Evolução e Estrutura da Agropecuária no Brasil

Resumo

O presente estudo estima os impactos de políticas comerciais e setoriais capazes de afetar o agronegócio brasileiro. Utiliza-se o modelo econômico de equilíbrio geral computável GTAPinGAMS em sua versão mais recente. Os resultados indicam que o agronegócio e a economia brasileira seriam mais beneficiado diante da liberalização multilateral ampla, com destaque para as cadeias carnes e grãos. Já um esforço de liberalização multilateral que exclua produtos do agronegócio traz efeitos bem menores além de desestimular os setores industriais do país. Um acordo preferencial de comércio entre os EUA e a UE pela eliminação de tarifas traz perdas inferiores a 1% para o agronegócio brasileiro, enquanto um acordo hipotético de livre comércio entre os países do BRIC evidencia oportunidades, apesar de pouco expressivas, de aumentos na produção e exportação. Conclui-se pela necessidade de esforço contínuo da diplomacia brasileira em prol do livre comércio nos fóruns mundiais, bem como ficar de fora dos acordos preferenciais significa um risco de perdas indesejáveis. Já políticas setoriais de apoio à agricultura mostram-se positivas tanto para o crescimento e bem-estar quanto para o aumento na produção, oferta e exportação do agronegócio. Assim, a política agropecuária de apoio à produção ampla e sem discriminação de setores é eficiente e desejável para o aumento da produção e fomento da economia nacional. Dessa forma, é um importante elemento para a sustentação da produção de alimentos, fibras e agroenergia do país.   

Para ler o estudo completo acesse:  http://icongresso.itarget.com.br/tra/arquivos/ser.4/1/4018.pdf

Conheça mais sobre o MPAGRO – Mestrado Profissional em Agronegócio: http://www.eesp.fgv.br/agronegocio

* Trabalho realizado com apoio do CNPq.

** Angelo Costa Gurgel é coordenador do Mestrado Profissional em Agronegócios (MPAGRO) da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EESP / FGV)

Fonte: Artigo publicado no 52º Congresso da SOBER - Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural.

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